Análise de ensaios clínicos (RCTs) sugere que a curcumina (0,8 g/dia) melhora a função cognitiva em adultos com 60 anos ou mais.
- Maria Eduarda Lira
- 8 de ago.
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Uma meta-análise de 2025 publicada na Frontiers in Nutrition (PMID: 40308636) com 9 ensaios clínicos randomizados (501 participantes) constatou que a suplementação com curcumina melhorou a função cognitiva global em comparação com o placebo. Os participantes incluíram adultos com doença de Alzheimer, esquizofrenia, comprometimento cognitivo induzido por quimioterapia, sobrepeso/obesidade, idosos saudáveis e mulheres com síndrome pré-menstrual.
Detalhes do estudo:
- Formulações: Curcumina padrão, à base de lipídios (p. ex., Longvida®, BCM-95®), nanopartículas (p. ex., Theracurmin®), extratos de curcuminoides, curcumina ligada a polissacarídeos.
- Doses estudadas: 160 mg a 4 g/dia.
- Duração: 8 a 48 semanas.
- Dose mais eficaz: 0,8 g/dia (com base em um ensaio).
- Formulações com biodisponibilidade aprimorada apresentaram efeitos mais intensos.
Os efeitos cognitivos da curcumina são provavelmente mediados por atividade antioxidante, anti-inflamatória e [possivelmente] antiamiloide. Demonstrou-se que ela reduz a neuroinflamação, o estresse oxidativo e a fosforilação da proteína tau (principalmente em modelos animais e celulares). Os autores também sugerem que ela pode impactar a cognição por meio do eixo intestino-cérebro e das vias epigenéticas.
Limitações:
🔹 Alta heterogeneidade nas formulações e populações.
🔹 Risco de viés não foi claro em 7 ensaios, alto em 2.
🔹 A dosagem ideal permanece incerta devido à variabilidade da formulação.
A curcumina pode promover a saúde cognitiva, especialmente em idosos, na dose de 0,8 g/dia por ≥ 24 semanas, mas a eficácia clínica provavelmente depende do sistema de administração utilizado e da biodisponibilidade do produto.
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